< Bagagem Européia >

terça-feira, dezembro 13, 2005

O Caminho de Santiago











Por Daniela Leone

O Caminho de Santiago se desenvolveu ao longo de mais de onze séculos. Seus itinerários mais significativos surgiram para facilitar ao peregrino – que realizava o caminho principalmente a pé ou a cavalo –, uma estrada e serviços específicos. Assim foi durante a Idade Média e nos séculos posteriores. Já no século XX, o desenvolvimento geral das comunicações converteu esta histórica rota em uma via muito mais simbólica que essencial. Mas o velho Caminho soube conservar, renovar e diversificar seu sentido com uma intensa carga espiritual, propicia como quase nenhuma outra para o encontro consigo mesmo e com os demais, com a natureza e o patrimônio cultural.
Devido à grande diversidade de procedências dos peregrinos, foram se definindo sobre o solo galego seis itinerários principais de chegada desde a Europa. O itinerário que alcança uma maior concorrência e relevância, tanto sócio-econômica, como artística e cultural, é o denominado “Caminho Francês”, que entra na Espanha a partir da França, pelos Montes Pirineos, e na Galícia pelo mítico alto de O Cebreiro. As outras trajetórias são conhecidas por “Caminho Primitivo”, “Caminho do Norte”, “Caminho Inglês”, “Caminho Português” e “Caminho do Sudeste”. O Caminho de Santiago pode ser feito a pé ou a cavalo – as duas formas tradicionais de faze-lo –, ou ainda de bicicleta.
Uma das características mais fortes do Caminho de Santiago é a hospitalidade. Desde o início da peregrinação jacobea, instituições e entidades religiosas, políticas e sociais, e muitas pessoas anônimas também, fizeram da atenção ao peregrino um objetivo importantíssimo. Os peregrinos atuais também gozam desse privilégio, tão único no sentido histórico da Rota Jacobea. A atual rede pública galega de albergues é gratuita e está regulada por uma normativa que destina primeiramente os albergues aos peregrinos que realizam o Caminho à pé, e secundariamente aos que o fazem a cavalo ou de bicicleta. Não se realiza nenhum tipo de reserva, as vagas são ocupadas por ordem de chegada e a estância é apenas por uma noite.


Antes de partir:

- Antes de começar a caminhada é recomendável que se façam exames médicos simples para confirmar que o corpo está em condições de realizar a jornada, além de fazer uma espécie de treinamento, caminhando distâncias cada vez maiores, em dias sucessivos.

- A roupa e o calçado para a caminhada devem ser folgados e transpiráveis para evitar que se produza na pele dermatite de contato, principalmente na parte interna da coxa. Obviamente, a roupa deverá ser adaptada ao clima da época em que se vá realizar o Caminho.

- O calçado é fundamental. Deve ser bota que acomode o calcanhar, pois os caminhos são irregulares, podendo ocasionar torços que fazem ter que suspender a caminhada. A bota deve ser alta, impermeável e que possibilite a transpiração, dificultando assim o surgimento de bolhas e micoses. As meias devem ser trocadas com freqüência.


Outras recomendações:
vel e que possibilite a transpiraçao que fazem ter que suspender a caminhada.
- Se for viajar à noite, não esqueça de utilizar algum tipo de sinalização reflexiva.

- Ao caminhar por auto-estrada, circular sempre pelo acostamento do lado esquerdo.

- Ser respeitoso e amável com a população que reside nos povoados pelos quais passar.

- Fazer as refeições mais fortes somente ao final de cada etapa.

- Para evitar dores musculares não se deve fazer esforço excessivo e mudanças bruscas de ritmo.

- No verão deve-se proteger a cabeça para evitar insolações, assim como o resto do corpo dos efeitos nocivos do sol.

Equipamentos e acessórios recomendados ao peregrino:

Bom calçado (botas e sapatilhas)
Impermeável
Casaco
Short
Calça
Roupa de banho
Vários pares de meias
Joelheira e tornozeleira
Saco de dormir
Protetor solar
Lanterna
Mapas
Boné
Óculos de sol
Câmera fotográfica

Para mais informações, consulte o site: http://www.xacobeo.es/

Veneza











Situada na região do Vêneto, no nordeste da Itália, e banhada pelo mar Adriático, Veneza foi construída sobre uma série de ilhas e se tornou uma das maiores potências marítimas da Idade Média, além de um importante centro de intercâmbio comercial e cultural com o Oriente.O povoamento da região data do século 6 d.C. Entre 1140 e 1160, a cidade se tornou uma república e, em 1797, foi tomada por Napoleão Bonaparte. Quase um século mais tarde, em 1866, a cidade foi anexada ao reino da Itália, que havia nascido cinco anos antes.Entre eles, o palácio Ducal, reconstruído nos séculos 14 e 15 para ser residência dos doges (governantes da cidade) e sede do governo e palácio da Justiça da 'Serenissima Repubblica di Venezia', que complementa o conjunto arquitetônico veneziano.

O melhor:
Caminhar sem rumo pelas ruas de Veneza é uma delícia. Mas pule da cama antes das 9h, quando ainda poucos turistas começaram as longas caminhadas pelas ruazinhas da cidade. Conforme a hora vai passando, famílias em férias, casais, mochileiros e grupos de excursão começam a se acotovelar nos locais mais movimentados, quase todos construídos no século 18, quando bem menos gente passava por ali. É bom lembrar que, a cada ano, 12 milhões de turistas visitam Veneza.
O pior:
O lado ruim de tudo isso é que milhares de turistas lotam a cidade praticamente durante o ano todo, tornando as caminhadas se acotovelando com a multidão um pouco cansativas e a hospedagem e as refeições muito mais caras que no restante da Itália. Não se deixe abater: a viagem vale qualquer esforço.
Grande Canal:
Um passeio de "traghetto" (uma espécie de gôndola coletiva) pelo Grande Canal, muito mais barato que o aluguel de uma gôndola, que pode chegar a US$ 80 por duas horas de passeio. Ao entardecer, o sol colore as fachadas dos palácios ao longo do canal e realça os reflexos na água.
Basílica de San Marco:
Uma das mais exóticas catedrais da Europa, a Basílica de San Marco exibe uma surpreendente coleção de mosaicos, como "A Chegada do Corpo de San Marco", na fachada. A visita é cansativa, pois é preciso seguir em fila por um trajeto definido durante todo o tempo. Procure chegar bem cedo, antes dos grupos de turistas que lotam a igreja a maior parte do dia.
Escola Grande de San Rocco:
Abriga uma das mais importantes coleções da Europa sobre um único artista _ Jacopo Tintoretto. Vale uma tarde de contemplação.
Sorvete Italiano:
Em quase todas as esquinas há uma sorveteria com dezenas de sabores, mas uma das melhores, a Palolin, fica no Campo Santo Stefano. Experimente o sorvete de Nutella.
Praça San Marco:
Resume tudo o que você leu, viu e ouviu sobre Veneza antes de chegar lá. A imensa praça, sempre lotada de turistas, artistas de rua e pombos, é um enorme páteo rodeado pela Basílica de San Marco, o Campanile, a Torre do Relógio, o Museu Correr entre outras atrações. A vista do alto do Campanile é deslumbrante.A Torre do Relógio, construída no final do século 15, exibe as fases da lua e os signos do zodíaco, representados em azul e dourado no grande relógio. Uma lenda conta que depois que os inventores do relógio terminaram a obra tiveram seus olhos arrancados para que não pudessem repetir tal projeto. No alto está a figura do leão alado de San Marco, símbolo da cidade de Veneza. Ainda nas adjacências, o Palácio Ducal foi residência dos governantes de Veneza, chamados de doges, no século 9. O corpo principal do palácio é todo feito em mármore.
Ponte Rialto:
Um dos locais mais famosos de Veneza, a ponte oferece belas vistas do Grande Canal e serve de marco para o centro da cidade.
Galeria da Academia:
Abrigada em um magnífico palácio, apresenta uma coleção extraordinária de arte veneziana.

Texto escrito por Ana Lucia Busch, publicado no jornal Folha de S. Paulo.
Foto: Daniela Leone

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Toledo













Por Daniela Leone

A cidade de Toledo, na Espanha, localizada há apenas 70 km de Madrid, é um verdadeiro museo. Seu casco histórico contém a maior densidade de edifícios-monumento do mundo e neles se desenvolve sua atividade. Está situada a 529 metros acima do nível do mar e praticamente no centro da Península Ibérica. Seu casco antigo é, sem dúvida, o maior da Espanha e conta com mais de uma centena de monumentos. Essas circunstancias a levaram a ser declarada “Cidade Patrimônio da Humanidade” pela UNESCO. A cidade é pequenina, com aproximadamente 70 mil habitantes, e um verdadeiro paraíso para os que gostam de turismo histórico, pois é repleta de museos, conventos, monastérios e torres. Se você for à Espanha, não deixe de visita-la. Em apenas um dia é possível conhecer muita coisa interessante!

Como passar bem em Paris sem gastar muito

Com o orçamento reduzido e sem abrir mão de qualidade é possível saborear pratos baratos em uma das capitais gastronômicas do mundo e, de quebra, freqüentar bistrôs, cafés e brasseries.

Comer uma baguete num parque de Paris pode ser um programa deliciosamente barato. O cenário pode ser variado e o sanduíche, trocado por croissant, crepe ou um lanche numa brasserie. Outra opção para uma refeição barata na terra que tem uma das melhores reputações gastronômicas do mundo é, pelos mesmos 10 ou 12 francos, comprar ingredientes no supermercado.
Para o jantar, basta ir a um bistrô ou restaurante mais simples, aceitar a sugestão do chefe e pedir o menu do dia com entrada, prato principal e sobremesa. Assim, janta-se por até 50 francos (cerca de US$ 9), embora os preços oscilem entre 150 francos e 200 francos (com vinho) nos bistrôs.
Se a idéia é fazer economia nos mínimos detalhes, peça café no balcão. Se a garçonete levar na mesa paga-se taxa de serviço. Sentar num café de internautas e mandar um alô por e-mail para o Brasil também pode custar menos do que comprar cartões-postais. O Le Web Bar cobra 30 francos por hora de conexão na rede.
Para saber as dicas sobre o que está em cartaz na cidade, atrações culturais gratuitas, etc. , vale passar numa banca e comprar o Pariscope ou o L'Officiel des Spectacles (cerca de 2 francos). Alguns cafés têm música ao vivo e não cobram couvert . É o caso do Café de la Musique, onde há jazz ao vivo toda quarta e sexta à noite. Consumação obrigatória, nem que seja um café.
Para não sair 'quebrado' depois de visitar alguns dos 134 museus parisienses, é bom comprar um passe múltiplo. Por 80 francos tem-se um dia de acesso livre à maioria deles. Para quem só vai visitar o Louvre, saiba que o ingresso custa a metade (26 francos no lugar dos 45 francos pagos normalmente) depois das 15h. Se tiver a sorte de estar por lá no primeiro domingo do mês, aproveite: a entrada é gratuita. Ainda no quesito ingressos, o Kiosque Théatre vende entradas para peças pela metade do preço no dia da apresentação.
Consultar guias é uma boa. Em Paris Legal, a autora Cynthia Camargo recomenda sentar na escadaria de Montmartre e assistir às apresentações de rua como alternativa de um programa grátis e interessante.
Na hora da hospedagem é possível encontrar preços razoáveis em hotéis três-estrelas de redes como Libertel, Confortel e Bonsai, onde a diária varia de 130 francos a 240 francos. Quem quiser economizar mesmo, os Albergues da Juventude, da Hostelling International, têm acomodações com café a partir de 114 francos .

Texto escrito por Carolina Glycerio, para o jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Casas transportam turista a tempos medievais em Schaffhausen

Os contos de fadas de princesas aprisionadas em torres sombrias poderiam ser todos ambientados em Schaffhausen. Tudo está ali: a torre no alto do morro, o jardim escondido que testemunhou o amor proibido responsável pela ida da princesa à prisão da torre, as ruas tortas com janelas fofoqueiras em casas medievais.Repare: casas medievais e não no estilo medieval. Schaffhausen impressiona pelo estado de conservação de seu centro histórico. As casas são de um tempo em que, em vez de números, eram identificadas por nomes. Embora estejam em alemão, os guias os decifram: "fonte de alegria", "canto doce". Essas são algumas alcunhas que valiam como endereço. Dessas casas, 170 têm as chamadas "oriel windows", tipo de janela instalada no primeiro andar dos prédios e que se projeta para a parte externa do edifício, geralmente protegida por vidros. Elas carregam símbolos que diziam tudo sobre o morador.Conhecer Schaffhausen exige apenas disposição para andar em subidas e descidas. As subidas levam ao Munot, um forte construído entre 1564 e 1589 sobre uma colina com o objetivo de abrigar sentinelas a observar o Reno e impedir invasões à cidade.Em volta do forte, há até uma espécie de vala. Com um pouco de imaginação, os veadinhos que por ali pastam somem para dar lugar ao poço cheio de feras e à ponte-elevadiça que, na verdade, não há.O térreo do forte fica aberto. Ao cruzar o enorme batente de pedra, a impressão é de ser sugado para o subterrâneo. Escuro, o lugar tem o teto disforme do qual brotam parcos pontos de luz. Ao observá-los, percebe-se que são túneis que saem do teto do térreo e chegam ao topo do prédio, por onde entram os raios de sol.Claustrófobos e medrosos pensam logo na saída. O passeio dura pouco, e, ao voltar à luz, dá-se de cara com um pequeno jardim com diferentes espécies de flores --são dezenas de tipos de rosa, por exemplo--, uma fonte e bancos que, ainda por cima, oferecem uma vista panorâmica da cidade. Emcimado por seu enorme sino, o imponente relógio da catedral na cidade, erguida no século 11, sobrepõe-se à confusão de telhados do centro histórico, chamado pelos locais de "Alstadt".Para descer da colina é preciso bom humor. Muitas placas indicam descidas, mas, no meio do caminho, descobre-se que algumas delas acabam sem mais nem menos no meio do quintal de uma casa. E toca a subir e tentar outra descida. Utilize a que sai do lado direito do forte. Essa vai até o fim.Às terças e aos sábados, a rua Vordergasse abriga uma feira. Ali vendem-se plantas, verduras e aspargos. Na primavera a cidade poderia ser apelidada de "aspargolândia". Os menus dos restaurantes são tomados pelo vegetal, e a feira dos produtores, por maços de aspargos verdes e brancos.Na número 13 da Understadt, fica a sorveteria El Bertin Glace, cujos sabores estão listados numa placa na rua. Sem hesitar, entre, peça o de iogurte e vá para a beira do rio. Ali, sentado, tomando seu sorvete, você resumirá o espírito dessa cidade que se apresenta assim, sem pressa.

Texto retirado do jornal Folha de S. Paulo.

La Coruña













Por Daniela Leone

A cidade de La Coruña está localizada no noroeste da Espanha e faz parte da Comunidade Autônoma de Galícia. O município tem 243.785 habitantes e tem um dos passeios marítimos mais largos da Europa, com 9 quilômetros de largo, e por isso, é extremamente atrativa para os amantes de esportes aquáticos como surf, vela, pesca e windsurf.
La Coruña tem uma série de pontos turísticos a serem visitados e a Torre de Hércules é sem dúvida um dos mais interessantes. Ela é repleta de mitos, lendas e fábulas e é o farol mais antigo do mundo. A Torre foi restaurada em 1791 durante o reinado de Carlos III, e tem a singularidade de ter estado no mesmo lugar e com a mesma função – ajuda na navegação marítima –, nos últimos 2.000 anos. Ao entrar na torre é possível ver a base da torre em todo o esplendor de construção romana.

Se você for a La Coruña, não deixe de conhecer também:
- Aquarium Finisterrae
- Casa de lãs Ciencias/Planetário
- Palacio Municipal
- Palacio de La Opera
- Jardines de San Carlos
- Ciudad Vieja

Para mais informaçoes consulte o site www.turismocoruna.com

sábado, dezembro 03, 2005

Produção renascentista é destaque de Florença

Cidade exibe marcos da cultura ocidental em praças, templos, museus e galerias, contando com obras-primas de Michelangelo, da Vinci, Giotto e Botticelli.

Berço do renascimento, Florença é um grande museu a céu aberto. Dona de um importante patrimônio artístico e histórico, a cidade oferece ao visitante a possibilidade de admirar os trabalhos originais de artistas como Michelangelo e Giotto em praças públicas, galerias e igrejas seculares. Localizada na região italiana da Toscana, a cidade também funciona como bom ponto de partida para um visita às cidades de Lucca, Pisa e Siena.
Em Florença, são vários os itinerários sugeridos pelos guias de viagem para se visitar os pontos turísticos, museus e igrejas de Florença. Destaques de todos eles são a Catedral de Santa Maria das Flores (mais conhecida como Duomo), o Batistério, a Piazza della Signoria, o Palácio Velho, a Galeria dos Uffizi, a Galeria da Academia, o Palácio Pitti, a Ponte Vecchio, o Museu Nacional do Bargello e a Igreja de Santa Cruz.
O Duomo foi construído entre 1296 e 1375 com a participação de vários artistas, entre eles nomes como Giotto, Andrea Pisano e Francesco Talenti, comandados por Arnolfo di Cambio.
O edifício - feito em mármores branco, verde e rosa - surgiu no lugar da antiga Igreja de Santa Reparada, que não comportava o número cada vez maior de seguidores do cristianismo na comunidade florentina. A grandiosa cúpula foi obra de Brunelleschi, construída em 1434.
Durante a visita, quem tiver fôlego de sobra pode escalar mais de 450 degraus em uma das duas estruturas da torre. A recompensa é uma vista magnífica de toda a cidade.
Batistério
O Batistério de São João (Battistero) - em mármores branco e verde e em forma octogonal - fica localizado bem em frente do Duomo, mas tem proporções bem menores. Por um período, entretanto, foi a catedral de Florença. Sua construção data dos séculos 4º e 5º, em homenagem ao santo padroeiro da cidade. De relevante importância são as três portas de bronze e, no interior, os mosaicos da cúpula.
A Porta Sul, de Andrea Pisano, é ilustrada com imagens da vida de São João Batista. Já a Porta Norte, de Ghiberti, narra as histórias do Novo Testamento, dos evangelistas e dos doutores da Igreja. A Porta Leste, obra-prima de Ghiberti, a mais famosa das três, é dividida em dez painéis que contam passagens do Antigo Testamento. Tamanha é a sua beleza e perfeição que Michelangelo a apelidou de Porta do Paraíso.
A Praça da Senhoria (Piazza della Signoria) é o coração da vida política florentina desde o final do século 13, quando começou a ser construído o Palácio Velho (Palazzo Vecchio). Aí, ocorreram alguns dos eventos históricos mais importantes da cidade, como a morte de Girolamo Savonarola, lançado à fogueira em 1498.
A fonte da praça é dominada pela estátua de Netuno e, à sua esquerda pode ser avistado o Monumento Eqüestre de Cosme I. O Palácio Velho foi projetado por Arnolfo (o mesmo arquiteto do Duomo), em 1299. No edifício, que foi sede das Instituições da Província Medieval de Cosme I em 1500 e Câmara dos Deputados entre 1865 e 1872, encontra-se, hoje, a sede da administração municipal.
O Palácio dos Uffizi (Palazzo dell'Uffizi), onde se localiza a galeria com uma das mais notáveis coleções de arte do mundo, foi construído a partir de 1560 por Vasari, sob a comissão de Cosme I, para abrigar os escritórios da administração do Estado florentino.
O local foi transformado em galeria por ordem de Francesco I, sucessor de Cosme I e doado à cidade de Florença em 1737, por Anna Maria Ludovica, última dos Medici. Atualmente, o espaço abriga obras famosas de Giotto, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Raffaello, entre outros artistas.
A Galeria da Academia (Galleria dell'Accademia) foi fundada em 1784 e contém pinturas da escola florentina dos séculos 12 ao16 e algumas obras-primas em escultura de Michelangelo. A que chama mais a atenção é, sem dúvida, o famoso Davi, com 5,16 metros de altura, escultura escolhida em 1504 como símbolo da liberdade do Estado pela República Florentina.
O imponente edifício do Palácio Pitti (Palazzo Pitti) foi projetado por Filippo Brunelleschi, na metade do século 15, para Luca Pitti, rico comerciante florentino. No século seguinte, passou a ser propriedade dos Medici e foi ampliado e reestruturado. No interior, é possível encontrar coleções artísticas de fundamental importância em várias salas, com acervos diversos. Na parte posterior do prédio, o imenso Jardim de Boboli, obra de Tribolo, é muito bem cuidado e reproduz o estilo de um jardim à moda italiana.
Ponte Vecchio
A Ponte Vecchio, cartão-postal de Florença, corta o Rio Arno e tem esse nome porque é a mais antiga da cidade, remontando à época dos etruscos. As pequenas lojas laterais que se avistam até hoje eram, antigamente, propriedade de açougueiros. No século 16, foram designadas a ourives e prateiros por ordem de Cosme I, tradição que se mantém até os dias atuais. Como o tráfego de veículos é proibido na área, o local é um dos pontos favoritos dos turistas, seja para caminhar, seja para fazer compras.
Já o maciço Palácio do Bargello foi construído em 1255, como sede do Capitão do Povo. Em seguida, foi residência do prefeito e, em 1500, do chefe da polícia. Em uma das suas antigas salas encontra-se, desde 1859, a sede do Museu Nacional, um dos mais importantes do mundo. Abriga, entre outras peças, coleção de armas e esculturas toscanas dos séculos 15 e 16.
A Igreja de Santa Cruz (Santa Croce), monumento gótico e franciscano, teve sua construção iniciada na metade do século 13 e concluída em 1433, sob idealização de Arnolfo di Cambio.
A igreja é célebre em todo o mundo não só por exibir afrescos impressionantes de Giotto. É conhecida também pelo fato de acolher as tumbas de quatro nomes que se tornaram, ao longo dos séculos, sinônimos de Itália: Michelangelo, Dante Alighieri, Galileu Galilei e Leonardo da Vinci.

Texto escrito por Agnes Augusto, para o jornal O Estado de S. Paulo.

Alhambra
















Por Daniela Leone

Localizada sobre a colina de Sabika, na cidade de Granada, sul da Espanha, a Alhambra é um lugar espetacular. Formada por inúmeros muros espessos e elevadas torres, a Alhambra foi palácio, cidade, fortaleza e residência dos sultões Nazaríes e de altos funcionários, servidores da corte e soldados de elite (séculos XIII a XV). Hoje, forma um monumento em que se distinguem quatro zonas: os Palácios, a zona militar ou Alcazaba, a cidade ou Medina e a área agrária de Generalife. Integra, além disso, destacados edifícios de diferentes épocas, como o renascentista Palácio de Carlos V, onde se encontram o Museo de Alhambra, com objetos procedentes principalmente do próprio Monumento, e o Museo de Belas Artes. Tudo isso em uma área natural de zonas com bosques, jardins e hortas. Para apreciar os singulares valores arquitetônicos e paisagísticos de Alhambra, se aconselha que se visite também o bairro do Albaicín (Mirador de San Nicolas) e o Sacromonte. Desses dois lugares é possível perceber a espetacular relação de Alhambra com o território e a cidade de Granada.

Noruega: Bela e luminosa, Oslo concentra atrações na orla

Oslo, a capital da Noruega --até 1925 conhecida pelo nome de Kristiania--, situa-se em um local privilegiado, à beira de uma imensa baía, dentro do fiorde de Oslo, o Oslofjorden, numa região cercada de florestas, lagos e ilhas.Para além da beleza natural e dos passeios de barco pelos fiordes, a cidade oferece variadas atrações culturais, que incluem mais de 50 museus e inúmeras galerias de arte.Oslo é voltada para o mar, luminosa, moderna, fresca e bela. Como outras cidades litorâneas, concentra na orla, ao longo da baía, alguns de seus bairros mais elegantes e seus principais pontos turísticos. Museus, fortes, restaurantes, cafés e gaivotas ocupam as avenidas e dividem a vista para o mar com transatlânticos, cargueiros, iates e todo tipo de embarcação, que se espalham pela costa, desde o imenso porto --marca registrada da capital.Aqueles que chegam a Oslo de navio desembarcam no terminal de cruzeiros situado aos pés de Akershus, uma fortaleza de mais de 700 anos, a poucos passos da movimentada praça Aker Brygge, com muitos restaurantes e cafés e ponto de partida para conhecer toda a cidade. Em Aker Brygge pode-se tomar um 'ferryboat', que, em dez minutos, leva ao refinado Bygdoy, bairro onde estão os grandes museus da capital voltados à navegação --um orgulho nacional.CentroNa região central, nas proximidades da avenida Karl Johan, estão situados os principais monumentos e prédios históricos do país, como o Palácio Real; o Museu Histórico; a Galeria Nacional de Arte; a Universidade de Oslo; o Teatro Nacional; o Museu Ibsen, dedicado à vida e à obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906); e o Radhuset, edifício onde funciona a sede da prefeitura da cidade.Todos esses locais ficam muito próximos uns dos outros e podem ser visitados com facilidade, caminhando. Isso torna a Karl Johan, projetada por H. Linstow (o arquiteto que planejou o Palácio Real), uma espécie de Champs Elysées de Oslo: uma bela avenida cercada de prédios históricos por todos os lados.O único problema é que, no inverno, o frio e o vento podem atrapalhar a caminhada.

Escrito por Claudia Pas, retirado do jornal Folha de S. Paulo.

Sierra Nevada















El frío de la nieve acompañado de um sol brillante.

Por Daniela Leone

Serra Nevada está localizada no sul da Espanha, próxima à cidade de Granada, e é uma das melhores estações de esqui da Europa. Seu clima atrai muitos turistas. Sua grande altitude sobre o nível do mar permite que a região neve durante praticamente todo o inverno, além de ter 70 % de dias com sol em plena temporada. Uma combinação perfeita: o frio da neve acompanhado por um sol brilhante.
Para a temporada de 2005 foi montada uma área para esquiar com 79 pistas que formam 84 quilômetros. Há pistas para todos os gostos e níveis, desde as fáceis para os que estão aprendendo a esquiar até as com alto grau de dificuldade para quem já conhece bem o terreno e o esporte. Aí também há instalações para a prática do snowboard, inclusive durante a noite, e de esportes alternativos como o snowbike, que consiste em descer pela neve em uma grande velocidade montado em uma bicicleta especial para montanhas. Para maiores informações, consulte o site http://www.sierranevadaski.com/.

terça-feira, novembro 22, 2005

"Mare Nostrum": Ilha francesa, Córsega remete a sabor italiano

Com 60 mil habitantes, Ajaccio, a capital corsa, é a cidade onde nasceu Napoleão Bonaparte, em 1769, o grande imperador da França. Ironicamente, esse personagem que estudou na Escola Militar em Paris e aos 24 anos virou general, teve um destino insular e a biografia marcada pela presença não-voluntária em três ilhas: a Córsega, onde nasceu; Elba, onde ficou exilado, em 1814; e Santa Helena, onde morreu, em 1821. Quem chega a Ajaccio de navio percorre as ruelas do bairro genovês, onde nasceu Napoleão (na rua Saint Charles), visita a pinacoteca Fesch (no número 50 da rua do Cardeal Fesch, um tio do imperador), vai a um dos vinhedos deliciosamente rústicos (www.vinsdecorse.com) e come o torrone local fabricado pela família Esteban (www.confiserie-imperiale.com), que é mais mole, feito com castanhas frescas e mel, e deixa o turista querendo mais. Um dia talvez seja pouco para ver Ajaccio, capital da Córsega desde 1811, e a vista do entorno e do porto insinuam o que explorar nessa ilha de 183 km por 83 km. Mundo à partePertencente à França, a ilha tem mais montanhas altas e mais rios do que qualquer outra do Mediterrâneo. Mil quilômetros de costas entremeiam prainhas recônditas e costas escarpadas. Com hábitos alimentares à italiana, uma população que, historicamente, preferiu viver nas montanhas a pescar e navegar, a Córsega é dona de uma história algo insólita.As repúblicas de Pisa e de Gênova (alcunhada "A Soberba") foram donas dessa ilha, onde os animais são criados soltos, e o campo parece ter mudado pouco ao longo do tempo. Além de capital, Ajaccio é a maior cidade da Córsega e remonta a 1492, quando foi fundada por genoveses, que a administraram até 1768. As suas famosas torres, que serviram para patrulhar a chegada de invasores, começaram a ser edificadas no século 16.Na face sul da ilha, a cidade de Bonifácio dista apenas 12 km da Itália. No extremo nordeste, Bastia, a 84 km de Livorno, tem 55 mil habitantes. Toda a ilha tem 260 mil habitantes e, a despeito das influências italiana e francesa, os corsos só se parecem com os corsos, têm suas raças próprias de cão, de cavalo, de ovelha, de cabra e de vaca --e curiosamente não comem queijo de leite de vaca, como se pode ver em "Astérix na Córsega", de Goscinny e Uderzo.

Texto publicado no jornal Folha de S. Paulo.

Alemanha: Munique já dá as boas-vindas a boleiros

Os alemães marcaram gol ao escolher Munique, a capital da cerveja, como porta de entrada para a Copa do Mundo de 2006. É lá, no sul da Alemanha, que fãs de futebol de todo o planeta assistirão à primeira disputa de bola no Stadion München, no dia 9 de junho.Mas não é só a combinação entre futebol e cerveja que faz de Munique um destino atraente durante o maior evento futebolístico do mundo. Munique, capital da Baviera, o maior Estado alemão, é um paraíso para as compras, tem castelos de contos de fadas e está próxima à paisagem dos Alpes.E a empolgação do povo alemão com a Copa do Mundo já é percebida antes mesmo de chegar à cidade, cujo nome tem origem nos monges (mönche) de tempos remotos. Na estrada entre o aeroporto e o centro de Munique, uma cúpula acrílica futurista chama a atenção dos motoristas.Construído especialmente para a Copa do Mundo, ali está o estádio que abrigará seis das 64 partidas de futebol. De longe foi o mais caro erguido na Alemanha para o evento --custou 280 milhões.À noite, o estádio para 66 mil torcedores vira um caleidoscópio cujas cores se alteram conforme os times que lá estão jogando.Quem não conseguir garantir a entrada no estádio, no entanto, tem ainda a opção de assistir aos jogos no Parque Olímpico (Olympiapark), construído para a Olimpíada de 1972. Ali será o centro das torcidas de todo o mundo, que acompanharão os jogos em telões de tamanhos superlativos e poderão se esbaldar nas barracas de cerveja, batata e salsicha.Entre um jogo e outro, não faltarão atrações pelas diversas praças (ou platz), pinacotecas e boas opções de compra pela cidade.Quer passear por Munique? Um bom ponto de partida é a Marienplatz, praça central da capital da Baviera.Lá está a prefeitura, que, assim como diversos outros prédios de Munique, foi reerguida após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Fique atento: às 11h, 12h, 17h e 21h, os sinos do prédio em estilo neogótico soam, acompanhados por cavaleiros mecânicos que encenam um torneio.Nos arredores da Marienplatz, lojas e barracas de suvenires já anunciam, ainda que timidamente, que o evento futebolístico está por vir. Aqui e ali são vendidos chaveiros, camisetas, canetas e outras quinquilharias com a estampa de Goleo VI, o simpático leãozinho que é mascote da Copa da Alemanha. Goleo VI (o nome vem do encorajamento "Go, Leo, go!") está sempre acompanhado de Pille, uma bola falante.Os leões, aliás, invadiram Munique em outubro. Assim como as vacas da "CowParade" de São Paulo, dezenas de leões de cartola, com cores psicodélicas, carimbados com caras famosas, estão em vários pontos da cidade alemã. Diante das estátuas, os turistas não deixam de tirar uma foto.Se bater uma fome depois de andar para lá e para cá, uma dica é visitar a tradicional delicatessen Alois Dallmayr (www.dallmayr.de), perto da Marienplatz. A loja tem farta oferta de iguarias alemãs: pães, chocolates, bolos, geléias, molhos, salsichas e queijos.E, se a estada na cidade não for tão breve, vale visitar um palácio digno dos contos de fadas dos Grimm, os irmãos alemães. Não muito distante do centro da cidade está o Schloss Nymphenburg, palácio que servia de residência de verão dos reis bávaros.O castelo, erguido no século 17, tem extensa fachada e diversos aposentos abertos à visitação. Em um deles, está a Galeria das Belezas, com retratos das mais belas da época do rei Ludovico 1º. Depois de conhecer os labirintos reais, dá para se perder nos jardins simetricamente planejados.

Texto escrito por Gabriela Romeu para a Folha de S. Paulo.

domingo, outubro 23, 2005

Grécia, ruínas e mitologia, uma história milenar

Todos os anos, 14 milhões de pessoas partem para a Grécia à procura de sol, 3 mil ilhas e preciosidades arqueológicas em Atenas e Olímpia, ou Corfu e Santorini. Faça sua escolha e desvende mais de 4 mil anos de história e belezas.

Atenas - Todos os anos, 14 milhões de turistas seguem para o sul da Europa em busca de história, cultura e paisagens bem particulares, delineadas por mares de águas cristalinas. Passeiam por ilhas de lendas milenares e travam contato com uma população barulhenta e amistosa. Provam de uma culinária saborosa e divertem-se com placas de ruas e indicações turísticas incompreensíveis. E sempre voltam com a sensação de que foi pouco, muito pouco. A Grécia sempre tem mais a oferecer.
Afinal, uma civilização que nasceu há mais de 4 mil anos tem muito a contar, a mostrar, a explicar. Lá, segundo a mitologia, moraram deuses, monstros e heróis. É considerada o "berço da civilização ocidental", palco do nascimento da democracia e da filosofia. Mas é sempre muito mais. Características particulares e diferentes exploradores fizeram de suas ilhas - são 3 mil, 197 delas habitadas - pedaços únicos cercados de água, história e magia por todos os lados. Se uma delas se parece com uma cidadezinha italiana, a outra guarda traços orientais, da época em que foi invadida pelos turcos. Assim também é na porção continental.
Os cenários exóticos, é garantia, estarão por toda a parte. De casas "desenhadas" em penhascos à beira-mar a plantações de oliveiras - são cerca de 40 milhões de pés no país - no interior. A capital, Atenas, é o contraste materializado. Ao lado de modernos estádios erguidos para a Olimpíada de 2004 estão templos e vestígios pré-históricos. É história pura ali, no meio da rua.

Texto retirado do jornal O Estado de S. Paulo, escrito por Ana Carolina Sacoman.

domingo, outubro 16, 2005

Guimarães

A pequena cidade localizada no norte de Potugal faz o visitante se sentir em um conto de fadas.

Por Daniela Leone

Quem visita a cidade de Guimarães, localizada no norte de Portugal, tem a nítida impressão de estar em um conto de fadas. Castelos, conventos, igrejas e paços estão espalhados por toda parte.
Sede de um Conselho com 242 km2 e cerca de 170 mil habitantes, a pequena cidade tem origem medieval e raízes no remoto século X. Na fundação da nacionalidade do país, foi a primeira capital de Portugal, mantendo ainda hoje um Centro Histórico devidamente reabilitado, classificado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade. “Eu fiquei encantada com a cidade, é limpa, bem sinalizada e muito bem conservada”, conta a mexicana Rocio García Teruel, que visitou a cidade em maio desse ano.
Uma das atrações mais visitadas é o Castelo de Guimarães, uma espécie de fortaleza construída no século X para guarda e defesa de monges que viviam na região devido aos constantes ataques por parte de mouros e normandos. Ao longo dos séculos também serviu de palco a conflitos reais e foi sendo cada vez mais ampliado e fortificado. Entre os séculos XIII e XV, por exemplo, muitos reis realizaram obras de melhoramento e restauro no castelo. “Gostei de tudo que vi, mas o castelo realmente é muito interessante”, afirma Teruel.

Não deixe de conhecer também:
- Capela de S. Miguel Construção do início do século XII, provavelmente pelo Conde D. Henrique, de estilo romântico, de pequenas dimensões e grande simplicidade arquitetônica.
- Paço dos Duques de Bragança Majestosa casa senhorial do século XV. Palácio DE vastas dimensões, com características arquitetônicas de casa fortificada.
- Penha A montanha da Penha proporciona ao visitante uma ampla oferta de espaços e serviços, para além do Santuário. Aí é possível fazer um passeio de teleférico entre a cidade e a montanha da Penha.

Dica
A cidade realmente tem uma série de lugares abertos à visitação para serem conhecidos, mas se você não tiver a intenção de visitar cada museo e igreja, pode conhecê-la satisfatoriamente em apenas um dia.


Serviço:

Zona de Turismo de Guimarães: + 351 253 518 394 (tel.) / + 351 253 515 134 (fax)

http://www.guimaraesturismo.com/

info@guimaraesturismo.com

Algumas opções de hospedagem:
- Pousada de Sta. Marinha
Tel.: + 351 253 511 249
recepcao.stamarinha@pousadas.pt
- Albergaria Residencial Palmeiras
Tel.: + 351 253 410 324
albergariapalmeiras@oninet.pt
- Parque de Campismo da Penha
Tel.: + 351 253 515 912
(aberto de 15/04 a 15/10)