O Caminho de Santiago

Por Daniela Leone
O Caminho de Santiago se desenvolveu ao longo de mais de onze séculos. Seus itinerários mais significativos surgiram para facilitar ao peregrino – que realizava o caminho principalmente a pé ou a cavalo –, uma estrada e serviços específicos. Assim foi durante a Idade Média e nos séculos posteriores. Já no século XX, o desenvolvimento geral das comunicações converteu esta histórica rota em uma via muito mais simbólica que essencial. Mas o velho Caminho soube conservar, renovar e diversificar seu sentido com uma intensa carga espiritual, propicia como quase nenhuma outra para o encontro consigo mesmo e com os demais, com a natureza e o patrimônio cultural.
Devido à grande diversidade de procedências dos peregrinos, foram se definindo sobre o solo galego seis itinerários principais de chegada desde a Europa. O itinerário que alcança uma maior concorrência e relevância, tanto sócio-econômica, como artística e cultural, é o denominado “Caminho Francês”, que entra na Espanha a partir da França, pelos Montes Pirineos, e na Galícia pelo mítico alto de O Cebreiro. As outras trajetórias são conhecidas por “Caminho Primitivo”, “Caminho do Norte”, “Caminho Inglês”, “Caminho Português” e “Caminho do Sudeste”. O Caminho de Santiago pode ser feito a pé ou a cavalo – as duas formas tradicionais de faze-lo –, ou ainda de bicicleta.
Uma das características mais fortes do Caminho de Santiago é a hospitalidade. Desde o início da peregrinação jacobea, instituições e entidades religiosas, políticas e sociais, e muitas pessoas anônimas também, fizeram da atenção ao peregrino um objetivo importantíssimo. Os peregrinos atuais também gozam desse privilégio, tão único no sentido histórico da Rota Jacobea. A atual rede pública galega de albergues é gratuita e está regulada por uma normativa que destina primeiramente os albergues aos peregrinos que realizam o Caminho à pé, e secundariamente aos que o fazem a cavalo ou de bicicleta. Não se realiza nenhum tipo de reserva, as vagas são ocupadas por ordem de chegada e a estância é apenas por uma noite.
Antes de partir:
- Antes de começar a caminhada é recomendável que se façam exames médicos simples para confirmar que o corpo está em condições de realizar a jornada, além de fazer uma espécie de treinamento, caminhando distâncias cada vez maiores, em dias sucessivos.
- A roupa e o calçado para a caminhada devem ser folgados e transpiráveis para evitar que se produza na pele dermatite de contato, principalmente na parte interna da coxa. Obviamente, a roupa deverá ser adaptada ao clima da época em que se vá realizar o Caminho.
- O calçado é fundamental. Deve ser bota que acomode o calcanhar, pois os caminhos são irregulares, podendo ocasionar torços que fazem ter que suspender a caminhada. A bota deve ser alta, impermeável e que possibilite a transpiração, dificultando assim o surgimento de bolhas e micoses. As meias devem ser trocadas com freqüência.
Outras recomendações:
vel e que possibilite a transpiraçao que fazem ter que suspender a caminhada.
- Se for viajar à noite, não esqueça de utilizar algum tipo de sinalização reflexiva.
- Ao caminhar por auto-estrada, circular sempre pelo acostamento do lado esquerdo.
- Ser respeitoso e amável com a população que reside nos povoados pelos quais passar.
- Fazer as refeições mais fortes somente ao final de cada etapa.
- Para evitar dores musculares não se deve fazer esforço excessivo e mudanças bruscas de ritmo.
- No verão deve-se proteger a cabeça para evitar insolações, assim como o resto do corpo dos efeitos nocivos do sol.
Equipamentos e acessórios recomendados ao peregrino:
Bom calçado (botas e sapatilhas)
Impermeável
Casaco
Short
Calça
Roupa de banho
Vários pares de meias
Joelheira e tornozeleira
Saco de dormir
Protetor solar
Lanterna
Mapas
Boné
Óculos de sol
Câmera fotográfica
Para mais informações, consulte o site: http://www.xacobeo.es/











